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04/02/2010 - Uma vilã chamada Hipertensão

Doença muito comum que afeta pessoas de qualquer idade e sexo, a Hipertensão arterial surge quando a pressão com que o sangue corre nas artérias está elevada de forma crônica, ou seja, maior ou igual a 140/90 mmHg. Porém, os mais suscetíveis a adquiri-la são os que possuem histórico familiar, sedentários, tabagistas, diabéticos, obesos etc.
 
De acordo com a Dra. Ana Luiza Monteiro Schulzke, supervisora da Medicina Ocupacional do Hospital Santa Catarina, o uso do sal em excesso, estresse constante, tabagismo, sedentarismo e consumo elevado do álcool predispõe o aumento da pressão arterial. "Se não tratada, a pressão alta pode ocasionar derrames cerebrais, infartos, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, falência dos rins, alterações na visão, entre outros problemas", alerta.
 
Para evitar a Hipertensão é preciso alguns cuidados, como controlar o peso corporal e o estresse emocional; alimentação saudável, evitando excessos de sal de cozinha, álcool, açúcares e gorduras; abandonar o fumo e praticar atividade física regularmente.
 
Outra ação importante é medir a pressão pelo menos a cada seis meses ou com intervalo máximo de um ano, sempre com aparelhos calibrados e profissionais capacitados. "Se tiver casos na família, o ideal é verificar a pressão com mais frequência", aconselha a especialista.
 
Por não apresentar sintomas específicos, a Hipertensão também é conhecida como "assassina silenciosa", fazendo com que o paciente se esqueça de tomar seu medicamento ou até mesmo abandone o tratamento, o que leva a muitas consequências. "Quando os sintomas ocorrem, são vagos e comuns a outras doenças, como dor de cabeça, tontura, cansaço, enjôo, falta de ar e sangramento nasal", explica Dra. Ana.
 
O tratamento da Hipertensão é por toda a vida e, na maioria das vezes, a doença não tem cura, mas é possível cuidar e controlar. "A redução da pressão arterial, por reflexo de uma vida saudável, tem efeito na prevenção de complicações, permitindo que o paciente leve uma vida normal", diz a médica.